O Cangaço

Professor: Francesco Marino

Disciplina: Literatura Brasileira III

Acadêmica: Joana da Paz

2008

 

"Ninguém educa
ninguém. Ninguém se educa sozinho. Nos educamos mutuamente."

                                                               
Paulo Freire

 

O Cangaço e o Modernismo

 

            Sabemos
que a Segunda Fase do Modernismo compreende-se de 1930 a 1945, onde houve um
aproveitamento das conquistas da Geração anterior, em especial as formais, com
grande aprofundamento dos temas, com um tom mais grave, e a preocupação
sócio-político e existencial toma conta da Literatura no Brasil.

            No
cenário mundial, além da tentativa de restauração da normalidade no plano
sócio-político-econômico, no Brasil crises na ordem nacional. O poder público
foi incapaz, assim colaborando para o aumento significativo da crise da
República Oligárquica.

            O
Tenentismo dentro das Forças Armadas, o anarquismo e o cangaço nos setores
populares, o modernismo na Literatura e nas artes; e as dissidências
oligárquicas revelaram as diversas faces desta crise, onde também ocorreu o
fascismo.

            Nesta
pesquisa darei ênfase ao Cangaço em relação ao Modernismo.

            Em
1930, o país assistiu a disputa para a sucessão presidencial de Washington
Luís, que foi disputada entre Júlio Prestes, líder do governo na câmara, e
Getúlio Vargas, representante da "Aliança Liberal", resultante de
entendimentos entre os políticos de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba.
            O resultado das eleições foi
favorável a Júlio Prestes, que não chegou a assumir o poder, pois, 22 dias
antes de terminar o mandato de Washington Luís, estourou a Revolução de 30, que
levou Getúlio Vargas ao poder, por um período provisório.

            O
cangaço teve o seu fim a partir da decisão do Presidente da República, o
Ditador Getúlio Vargas, de eliminar todo e qualquer foco de desordem sobre o
território nacional. O regime denominado Estado Novo incluiu Lampião e seus
cangaceiros na categoria de extremistas. A sentença passou a ser matar todos os
cangaceiros que não se rendessem.

            Estamos
revendo momentos literários dos acontecimentos em relação ao cangaço não
podemos deixar de citar os autores que participaram da 2ª fase Modernista e as
influencias que o cangaço teve em suas obras, abordando-o, apontando-o, ao
mesmo tempo para o Nordeste, os cangaceiros, a miséria e o misticismo.

            A
fase contemporânea reflete sobre os acontecimentos literários promovendo uma
nova modalidade de escrita vinculando narrativa ficcional e histórica,
caracterizando a metaficção do cangaço.

            Foi
edificado um organismo literário coerente com o espírito reformador que deu
origem a ficção nordestina e regional.

            Autores
modernistas e principalmente os nordestinos escreveram suas obras tendo como
influência o cangaço, pois foi uma literatura regionalista, onde puderam fazer
suas criticas e denúncias, por meio de suas obras literárias, as diferenças
sociais dos “dois brasis” que existiam e que ainda existem até os dias atuais.

            Não
esquecendo de dizer que o próprio Lampião era um contador de cordel, um
compositor, e a Literatura de Cordel o tem como um herói “O Rei do Cangaço”.

            Autores
regionalistas: Jorge Amado, Raquel de Queirós, Graciliano Ramos, José Lins do
Rego.

 

Vocabulário

Cangaceirada – s.f. (bras.) –
Bando de gangaceiros.

Cangaceiragem – s.f. (bras.) –
Ação, procedimento ou vida de cangaceiro.

Cangaceiro – s.m. (bras.) –
Bandido do serão; salteador, bandoleiro.

Cangaço – s.m.
(bras.) – Resíduos de uvas depois de extraído o liquido; engaço; (bras.)
pedúnculos do coqueiro, que se desprendem da arvore quando secos;  cangaraço; o mesmo que gangaçais; conjunto de
armas de cangaceiros; cangaceiragem; banditismo; animal muito magro.

FERNANDES, Francisco, LUFT, Celso Pedro, GUIMARÃES, F. Marques. Dicionário brasileiro Globo. 19 ed. São
Paulo. Globo, 1991.

Referência bibliográficas                                                                                                                                                                                        OLIVEIRA, Clenir Bellezi
de. Revista Literatura sem segredos. Escala Educacional. São Paulo, 2007.
                                                                                   MOISÉS, Massaud. A Literatura Brasileira Através dos Textos; 25ª
edição. Editora Cultrix. São Paulo.

Referências online

feeds.podcast1.com.br/radio_educativa_mensagem

http://www.cedap.org.br/publicacoes_cangaco.htm

jp.smay@hotmail.com

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Sobre Da Paz

Tradutora formada no Curso Bacharelado em Letras Tradutor Francês/Português pelo Instituto de Ensino Superior do Amapá - IESAP Licenciatura Plena em Letras na Universidade Vale do Acaraú - UVA / AMAPÁ. Signo - áries Horóscopo chinês - Galo Meu aniversário - 27 de março.
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